domingo, 11 de outubro de 2009

O tempo passa...

...mas, a dor aumenta.
Fui tão forte nos primeiros tempos, sem tempo para parar, sem tempo, sempre sem tempo.
Mas, meu querido Papá, as saudades são tantas! Chamo-te meu Papá, sendo eu mulher feita ecom filhos. Mas, és o meu Papá. Às vezes parece que é tudo um sonho enevuado, daqueles esquisitos que temos às vezes. Não é. Ainda ontem fez três meses que corri para te ir dar o meu último beijo e sentir-te respirar. Não cheguei a tempo! Eu que estive sempre contigo, que te levei de um lado para o outro,que te fiz tantos mimos...não tive o teu último beijo. Entre lágrimas sussurrei-te que iríamos ficar bem, para não te preocupares. Abracei-te, tinhas mesmo acabado de ir...estavas quente...Meu querido Papá! Sei tão bem que não querias ir. Gostavas da vida, de viver, de fazer bem aos outros. Só me preocupa: será que estás mesmo bem? Quero acreditar que sim. Como te disse, nós por cá vamos ficar bem, não te preocupes. Tenho-te sempre comigo! Fica bem!